domingo, 27 de janeiro de 2013

O homem de Montana


O homem de Montana
Bárbara Delinsky
Harlequin Books
308 págs.

Um delicioso romance que conta história de três pessoas, Lily com sua filhinha Nicki de 5 semanas e Quist, um caubói fazendeiro. Ele que vagueia de cidade em cidade atrás da meia irmã que está em apuros; que não confia nas mulheres, possivelmente por ter sido abandonado pela mãe assim que nasceu. Ela pertencente, até então, a alta sociedade de sua cidade graças ao casamento que julgara ter acontecido por amor, mas sempre foi rejeitada pela família do marido que a abandonou assim que soubera da gravidez que ele não queria. Marido egoísta que sempre a traiu e agora Lily está em fuga graças à investida violenta do seu ex-cunhado. Em meio à fuga ela dá carona a Quist que bateu seu carro após dirigir 36 horas e dormir ao volante.

Apesar de ter dado carona a um estranho, Lily teme por sua segurança e do bebê; enquanto o caronista dorme, Lily se perde e os três acabam presos em uma tempestade de neve que os aproxima pelas diferenças e apesar delas.

Ele começa a ficar mexido com algo em Lily que ele não compreende: “...olhando para Lily ele se pergunta como era possível que ela fosse tão forte e frágil ao mesmo tempo? E Lily era exatamente isso. Ela era tão diferente! Quieta e vulnerável, ou falante e petulante, Quist a desejava".

Lily descobrirá sensações novas "era difícil enumerar fome, gula, prazer, necessidade, amor. Era difícil diferenciar uma da outra. O passado (de cada um) havia sido um sonho, o futuro um enigma - ainda assim eles pareciam afetados por ambos". Ela não queria pensar no futuro sem ele, preferia pensar e viver o presente, embora se pegasse pensando algumas vezes o quão difícil seria viver sem ele depois que sua missão estivesse cumprida.

Neste livro você vivenciará uma história permeada pela solidariedade, companheirismo, descobertas de sentimentos nunca vivenciados pelo caubói rude. O envolvimento deles é bastante quente e intenso.

E aí, eu encerro com uma música do Gonzaguinha que meio veio neste momento. 

"Eu fico com a pureza das respostas das crianças: É a vida! É bonita e é bonita! Viver e não ter a vergonha de ser feliz, cantar a beleza de ser um eterno aprendiz. Eu sei que a vida devia ser bem melhor e será..."

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